Blog do José Ribeiro Júnior

Judaísmo, mais que uma religião, um estilo de vida

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Nordeste, reduto dos cripto-judeus.

Judaísmo Sefaradi

Brasil e os Bnei Anussim.

Judaísmo e os seus aspectos

Aspectos judaicos presentes na cultura brasileira e nordestina.

Identidade Judaica

Os desafios de se viver uma identidade plena.

30 outubro 2009

A MENSAGEM SUBLIMINAR NA MÚSICA (Partes I e II)

(Elias Pinheiro)

A MENSAGEM SUBLIMINAR NA MÚSICA (I Parte)

Antes de focarmos nosso estudo sobre a mensagem subliminar na música, temos que ter uma visão geral do que seria a mensagem subliminar, onde ela é encontrada, de como atua no cérebro humano, e como se prevenir deste mal que esta tomando conta de nossos lares e nossas vidas.

O que é?
A psicologia é quem melhor define Subliminar: - Qualquer estímulo produzido abaixo do limiar da consciência, e que produz efeitos na atividade psíquica ou mental. A Mensagem Subliminar é dotada de uma arte a mais. A arte da persuasão inconsciente. Ela trabalha com o subconsciente das pessoas. Dá-se o nome de mensagem ou propaganda subliminar toda aquela mensagem que é transmitida em um baixo nível de percepção, tanto auditiva quanto visual. Embora não possamos identificar esta absorção da informação, o nosso subconsciente capta-a e ela é assimilada sem nenhuma barreira consciente, e aceitamo-la como se tivéssemos sido hipnotizados. Por definição, subliminares são as mensagens que nos são enviadas dissimuladamente, ocultas, abaixo dos limites da nossa percepção consciente e que vão influenciar nossas escolhas, atitudes, motivar a tomada de decisões posteriores. Subliminares são mensagens que entram na nossa mente de contrabando, como um vírus de computador que fica inerte, latente, e só é ativado na hora certa.
De Raquel Braz Ribeiro (Trabalho acadêmico da cadeira de Comunicação Comparada do Centro Universitário Feevale - Novo Hamburgo - RS)
Onde elas estão?
Elas estão em todo lugar. É isso mesmo que você leu!!! - Em todo lugar. As mensagens subliminares, ou ocultas estão inseridas na mídia em geral, ou seja, na televisão, música, nos outdoors, em fim... todos os lugares de onde você recebe algum tipo de informação audiovisual, inclusive recintos e paisagens.

Objetivo das mensagens
O objetivo destas mensagens é: Controlar a mente humana. As inserções de imagens, palavras, ícones ou idéias não podem ser percebidos pelo consumidor em um nível normal de consciência, portanto não lhe é dada a opção de aceitar ou rejeitar a mensagem, como acontece com a propaganda normalmente.
Mas nem toda mensagem é criada com fins maléficos. Existem empresas onde é adotado um pequeno aplicativo que emite uma mensagem periodicamente nos monitores dos computadores de seus funcionários do tipo: "Trabalhe mais rápido!", para aumentar a produtividade dos empregados. Ela é emitida tão rapidamente que eles nem percebem!
Também supermercados instalam som ambiente com frases "sou honesto" e "roubar é errado", a fim de reduzir os índices de furtos entre os clientes, e bancos agem de forma semelhante para estimular aplicações financeiras.
Pouca gente sabe mas o primeiro filme da série "Star Wars" foi patrocinado pela IBM, em troca divulgaram o nome da empresa subliminarmente. Pergunto... Qual o nome daquele computador que aparece diversas vezes no filme? HAL-> que são as letras que antecedem IBM (*) .
Ou há ainda o caso da "Coca-Cola". A empresa usa as cores da logomarca não é por a caso! A cor preta indica: Abafado, quente. O Vermelho a agitação. Somando agitação em um dia quente temos o que? - Sede!
Pode fazer o teste, olhe para a logomarca num dia quente e a mesma logo num dia frio para você perceber como sua reação é diferente!
Mas não deixe de raciocinar que isto fere um princípio divino, chamado de livre arbítrio. Ou seja, Deus que é Deus, não obrigou o homem a seguir os seus caminhos, antes, propôs-lhe que optasse ou pelo bem ou pelo mal. Você pode consultar as leis de Moisés, que constituem ainda uma das bases do Direito até os dias de hoje. As sociedades modernas vivem enganadas com a pseudo ilusão de que tem o controle de todas as coisas, e que todas as coisas podem ser controladas. Tudo isso em verdade são fantasias, reforçadas inconscientemente através de um bombardeio de mais de 100 mil fixações por dia.

A origem
O registro escrito mais antigo sobre influência subconsciente, que se conhece está escrito, por mais incrível que pareça, no livro de Gênesis, escrito por Moisés (primeiro livro da Bíblia), onde lemos a história entre Jacó e seu tio Labão.
Jacó, após trabalhar vários anos de graça para ele, faz um acordo aparentemente inviável e totalmente favorável a seu tio, No contrato constava que toda cria do rebanho sob seus cuidados que nascesse listrada, salpicada e malhada seria sua, como forma de salário e todas de peles lisas continuariam de Labão.
Dada a dificuldade de ocorrerem estes casos, Labão que era seu sogro, aceita prontamente a proposta. Jacó, inspirado divinamente, coloca nos bebedouros e nas bicas de água, varas de álamo, aveleira e castanheiro, descascadas de tal forma, que aparecia a parte clara dos caules em forma de listras, malhas, etc.
"E concebia o rebanho diante das varas, e as ovelhas davam crias listradas, salpicadas e malhadas".
Ou seja, ao beber água, as ovelhas via a imagem das varas se refletindo na água, e essa imagem, ficava registrada nos seus subconscientes repetidas vezes durante o dia; esses estímulos subliminares, eram remetidos diretamente ao ventre das fêmeas, interferindo na formação genética dos embriões. Jacó, usando dessa técnica tornou-se um dos homens mais prósperos da época.

A MENSAGEM SUBLIMINAR NA MÚSICA (II Parte)

Os sons subliminares são muito usados no cinema para se conseguir um estado alterado de consciência ou para se conseguir o efeito desejado em determinadas cenas, semelhantes às sugestões pós-hipnóticas.
Antes prosseguir em nosso estudo, gostaria de relembrar de que o objetivo deste estudo, não é abordar a música como arte, mas sim, a música como energia literal, que é capaz de trazer consigo informações que podem influir na construção do caráter da pessoa, para melhor ou pior.
Toda pessoa que se dispõe a estudar e tentar decifrar os textos das diversas canções, verá que de modo geral a reação das pessoas são quase sempre os mesmos:
1. revolta contra os pais que alertam os filhos;
2. contra a pessoa que estudou e divulgou o resultado de seus estudos;
3. revolta contra que existe.
Digo isso por experiência própria; e até pessoas próximas a mim tentaram me incentivar a desistir de tudo, com a suposta idéia que minha mente seria dominada, ou acabaria ficando louco, coisas desse tipo.
Amados, sei que esses conselhos que recebi foram de pessoas que querem meu bem, mas também sei que quem mais estava interessado em que esse estudo não fosse concluído foi o "inimigo", pois para ele importava que você e sua família continuasse na obscuridade; sem notar o mal que nos cerca. Vou continuar sim, enquanto Deus permitir, estarei estudando e tentando alerta-los sobre esse mal que esta tão presente em nosso meio.

Violação da consciência
Exemplos:
A canção dos Beatles do ano de 1968: "The Devil's White Album" ("O Álbum Branco do Diabo"). Esse foi o primeiro disco em que se transmitiu sinais ocultos através do inconsciente, para comunicar o "evangelho de Satanás".
Rolling Stones, The Who, Black Sabbath, Led Zeppelin, Kiss (abreviatura de "Knights in Satan's Service"- "Cavaleiros a Serviço de Satanás") em uma música, cujo título é: "She is Satan's Daugther" - tradução: "Ela é filha de Satã". Estes dentre outros grupos continuam a usar a sua música como um instrumento para injetar mensagens satânicas dentro do seu lar.
Incentivação a libertinagem, liberação de todos os impulsos sexuais levando à perversão à destruição físico-mental, moral e espiritual, drogas, distúrbios mentais, depressão, desvios de conduta e sexuais, homossexualismo, agressividade, violência, suicídio, assassínio, ruína interior, degradação humana e satanismo.
No início de 1982, o grupo de rock Led Zeppelin foi condenado por um tribunal da Califórnia por causa da influência exercida com mensagens satânicas ocultas no disco: "Stairway to Heaven". O seu texto era: "It's a feeling I get, when I look to the west" e "Mu spirit is crying for leaving". Esse texto, na versão invertida é: 'I have got to live for Satan'. ("Tenho que viver para Satanás"). "Sim ao diabo, não tenhas medo do diabo, não sejas um idiota. Quero que o Senhor caia de joelhos diante do diabo".
Um compositor americano informa: "Escolhi o grupo de hard rock 'ACDC', porque essa abreviatura significa: "Anticrist, death to Christ" ("Anticristo, morra Cristo"). E esse grupo canta em louvor dos sinos do inferno: "Hells Bells".
Outros textos invertidos do grupo Kiss: "Unifica-te, funde! Se me amas, corta-te! O próprio diabo é teu deus!"
Black Sabbath: "Jesus, tu és repugnante!" e "Toma tua marca e vive!" - que refere-se ao número 666, o 'sinal da besta - o anticristo, gravado na capa do disco com um relâmpago diabólico.

Wicca
Existe nos EUA e em nível internacional uma associação denominada "Wicca" - Associação de Mágicos e Feiticeiros, que possuem três gravadoras. Cada disco tem a tarefa de contribuir para a destruição moral e a ruína interior dos jovens de hoje. Eles praticam na gravação dos discos uma espécie de culto ao diabo e consagram-se à pessoa do diabo.
Os Rolling Stones, por exemplo, pertencem a uma seita de adoradores do diabo da região de San Diego. Um outro grupo conhecido, "Garry Funkell", também produz a mesma espécie de música. Essa associação estabeleceu como objetivo divulgar especialmente discos de orientação ideológica que leva a juventude ao satanismo.
As mensagens subliminares transmitidas pela música, não são percebidas pelos sentidos exteriores, e dessa forma não existe nenhuma possibilidade de defesa contra esse tipo de agressão. Mas o subconsciente tem condições de decifrar essas mensagens, influenciando a consciência através da memória.

Como as mensagens são transmitidas?
Essas mensagens em palavras são transmitidas pelo "reverse-masking-process", ou seja, de trás para diante. Elas tornam-se imediatamente compreensíveis se tocarmos a música de trás pra frente.
Além disso, utiliza-se conscientemente volume de sete decibéis acima da tolerância do sistema nervoso. Isso é exatamente calculado: quando os jovens ficam expostos a essa música durante um determinado tempo, surge uma espécie de depressão, revolta e agressividade. Eles não sabem porque; eles imaginam que no fundo nada mais fizeram do que ouvir música. Através da excitação do sistema nervoso chegou-se a esse resultado, isto é, produziu-se uma perturbação que impulsiona as pessoas a realizarem o 'beat' que ouviram durante toda a noite.
A isso somam-se sinais ocultos (subliminares). Trata-se de sons muito elevados, acima do limite da percepção do ouvido humano. Trata-se de uma harmonia da ordem de 30.000 oscilações por segundo. Os ouvintes não os percebem, porque trata-se de ultra-sons. Eles causa a produção de uma substância, pelo cérebro, que tem o mesmo efeito das drogas. Trata-se de uma droga natural, produzida pelo cérebro humano. Eles sentem-se estranhos, e essa é também a intenção: despertar neles a necessidade de drogas ou continuar com as sensações existentes.

Fonte de estudo: "O Controle Total - 666" - Win Malgo)

A Influência da Mensagem Subliminar na Música
A música é capaz de estimular todos os tipos de sentimento e emoções, como adrenalina, paz, agitação, tranqüilidade e etc. Certas música, portanto, tem o poder de formar o caráter.
"Os os vários tipos de música, baseados nos vários modos, distinguem- se pelos seus efeitos sobre o caráter - um, por exemplo, operando na direção da melancolia, outro na da efeminação, um incentivando a renúncia, outro o domínio de si, um terceiro o entusiasmo, e assim por diante, através da série"(Aristóteles).

Música, Matemática ou Física?
A música ou até mesmo um simples som pode ser transformada em números e relações matemáticas, e nos mesmos números e relações matemáticas especiais encontrados na música. A compreensão matemática da música é muito mais do que apenas materialista, acadêmica.
As vibrações dos seus acordes, em determinadas freqüências, fazem estilhaçar não só taças de cristal, mas também lustres e vidraças. Podemos afirmar que determinadas vibrações na música são usadas de maneira subliminar, visto que o ouvido humano tem um limite para captação de sons conscientes. As vibrações abaixo e acima destes limites são captadas inconscientemente provocando em algumas pessoas, dores de cabeça, sensações de mal-estar, medo, angústia, excitação ou até mesmo, uma calma aparente.
Os sons subliminares são muito usados no cinema para se conseguir um estado alterado de consciência ou para se conseguir o efeito desejado em determinadas cenas, semelhantes às sugestões pós-hipnóticas.
Prova desse poder físico que a música exerce sobre o meio é o exemplo que todos professores de física usam para ilustrar essa força: "Uma tropa de soldados marchando em uníssono, ao atravessar uma ponte. O somatório das vozes, da cadência da marcha, da altura e principalmente da freqüência dos sons, se estiverem na mesma freqüência das vibrações das moléculas da estrutura daquela ponte, podem fazê-la ruir em poucos segundos. A destruição da ponte, antes mesmo dos soldados atravessá-la.
Nos Dias de Hoje...
Uma tática militar anti-guerrilha ou manifestações populares, revela a eficiência dos sons(combinados). O conjunto matematicamente combinado dos sons das botas batendo cadenciadas no chão, das vozes de comando, dos 'gritos de guerra', das batidas ritmadas dos cassetetes nos escudos, fazem com que um pequeno pelotão, represente de maneira inconsciente, subliminar, algo muito mais ostensivo do que é na situação real.
No caso da passagem bíblica sobre as muralhas de Jericó, como relatamos, ficou provado, após minuciosa perícia técnica das ruínas, que num determinado momento, os muros simplesmente se desmoronaram, como se tivesse havido uma grande implosão, algo místico, divino e ao mesmo tempo físico, desintegrando ou desestruturando toda harmonia que agregava umas moléculas às outras, nas bases das edificações.
Backward Masking: As mensagens invertidas
Quando Gary Greenwald começou a desenvolver estudos sobre mensagens invertidas nas músicas, empreendidos pelas Universidades de Standford e Universidade de Los Angeles, também conhecidas como 'Backward Masking', certamente foi chamado de louco, fanático, religioso, lunático, etc... e que o cérebro não entende as mensagens quando estão invertidas, como se pudéssemos comparar o cérebro, o melhor e mais complexo computador que existe, a um simples rim... Graças a Deus que, os estudos científicos tem conseguido mostrar, através de modernos equipamentos, que frases e até palavras são codificadas pelo cérebro, e, no exato momento que estamos falando, estas expressões já estão sendo enxertadas na fala. Já colhemos depoimentos surpreendentes de crianças que, quando estão dormindo, balbuciam palavras invertidas de músicas que ouviram durante o dia. Quando se inverte a rotação de uma fala, discurso, ou depoimento, detecta-se claramente o real significado ou sentido que gostaríamos de ter falado, mas por medo, repressão ou por um motivo alheio ao nosso consciente, não o fizemos do modo normal. É como se fosse um (moderno) detector de mentiras.


Bibliografia/Referências:

TAME, David. O Poder Oculto da Música. S.Paulo, Ed.Cultrix,1984.
ALVES, Júlia Falivene. A Invasão Cultural Norte-Americana. 17a. ed. São Paulo, Ed.Moderna, 1988.
MUGGIATI, Roberto. Rock - O Grito e o Mito. A música pop como forma de comunicação e contracultura. 4a.edição. Petrópolis, Ed. Vozes, 1983.
BRANDÃO, Antonio C. e DUARTE, Milton F. Movimentos Culturais de Juventude. 8a.ed. São Paulo, Ed. Moderna, 1990.
COSTA, Jefferson Magno de Santana; ANDRADE, Claudionor de et alii. 6a.ed. Rio de Janeiro, Edições CPAD, 1993.

Revistas:
Showbizz – Editora Azul (Várias Edições)
Bizz – Editora Azul (Várias Edições)
Metal Head – Editora Escala (Várias Edições)

Base de estudo:
Estudos e pesquisas nos sites: http://www.mensagemsubliminar.com.br/ - Professor Vicente

Fontes: Artigos publicados em partes separadas no original. As partes foram unidas pelos editores do Música Sacra e Adoração. A seguir, deixamos os links originais:
Parte I: http://www.netgospel.com.br/php/artigos/view.php?codigo=35&secao=13&colunista=10;
Parte II: http://www.netgospel.com.br/php/artigos/view.php?codigo=136&secao=13&colunista=10;

04 outubro 2009

E continuam os ataques antissemitas...

A odiosidade é um câncer no meio social...

Vejam o que disse David Romero, diretor da Rádio Globo de Honduras:


Antisemitismo y Xenofobia en Radio Globo from Daniel Lean on Vimeo.




"Hay veces que me pregunto si Hitler no tuvo, tuvo la razón de haber terminado con esa raza con el famoso Holocausto. Si hay gente que hace daño en este país son judíos, los israelitas. Yo quiero esta tarde aquí en Radio Globo decir, con nombre y apellido, quienes son los dos oficiales del ejército judío que están trabajando con las Fuerzas Armadas de nuestro país y que se están encargando de hacer todas estas actividades de conspiración y acciones encubiertas y todo lo que le está pasando al Presidente de la República."

"Después de que me he enterado me pregunto por qué, por qué no dejamos a Hitler que cumpliera su misión histórica. Discúlpenme la expresión grotesca de repente. Pero me pregunto después de que me doy cuenta de esto y muchas cosas más. Yo creo que debió haber sido justo y valedero que Hitler hubiese terminado su visión histórica."


Até quando teremos que aturar comentários este?

Infelizmente, atacar o povo Judeu tem sido uma “missão” de determinados setores da mídia, assim como em muitas religiões ou meios sociais; que visam definir o Povo Judeu como algo a ser extinto.

Oremos pela Paz!

27 setembro 2009

O Código da Bíblia: fato ou Ficção?

1 – INTRODUÇÃO

A possibilidade de haver possivelmente algo importante contido no contexto Bíblico, considerando que nada podia ser alterado, fez com que alguns Judeus estudiosos pesquisassem possíveis mensagens criptografadas nos conjuntos de caracteres hebraicos. Um dos principais a estudiosos a buscar por tais mensagens, foi o cientista Judeu Isaac Newton, que buscava nas horas vagas informações sobre acontecimentos futuros baseados nos estudos Bíblicos da Torah; porém, sem êxito pela ausência da necessária tecnologia dos dias atuais. Tempos depois, após a tentativa de muitos, finalmente o cientista Judeu Dr. Eliyahu Rips, consegue evidenciar a existência de tal Código com a análise de sequências horizontais, verticais e transversais; pesquisadas e encontradas por um avançado programa de computador.

2 – CONTEXTO HISTÓRICO

Em busca de informações a frente de seu tempo, o homem tem ao longo das gerações, procurado inúmeras formas e recursos que atendessem suas ansiedades e curiosidades quanto a situações que envolvam pessoas, épocas e situações sociais. E de preferência, pressupostos de notações místicas, como profecias e outros elementos que compõe a mesma.

Desse modo, temos o exemplo de Isaac Newton (1643–1727) que foi o formulador dos princípios da Física Moderna (isto no setor gravitacional), na qual contribuiu com o estudo das três leis da gravidade. Sendo que, Newton em suas horas vagas e durante toda a metade de sua vida, buscou por informações que pudessem lhe satisfazer suas curiosidades, e lhe coloca-se à frente de sua época quanto à análise teológica referente aos tempos. Assim, pesquisava passagens Bíblicas (as profecias) que pudessem fazer com que o mesmo descobrisse sobre acontecimentos futuros como “o fim dos tempos”, estudando com dedicação os Livros de Daniel e Apocalipse. De fato, este cientista Britânico e de família judia, tentou por inúmeras vezes (sem êxito) encontrar algum possível sistema de codificação, que pudesse descrever eventos futuros ou explicar fatores relacionados ao passado, presente e futuro de sua época. Mas, sem o auxílio de uma tecnologia apropriada, tornou-se impossível para o mesmo obter tais informações. O que não impediu que tal cientista, por meio de interpretações lógicas e místicas, encontrasse razoáveis explicações para os acontecimentos concernentes às profecias do Livro de Daniel e Apocalipse. Sendo um dos poucos cientistas de renome, a conciliar Religião e Ciência.
Séculos depois, em meio a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), surge na antiga Tchecoslováquia um outro Judeu, o Rabino H.M. Weissmandel, que fascinado com a hipótese de que provavelmente havia informações (mensagens) secretas criptografadas na Torah, decidiu investigar. O Rabino iniciou com o Livro de Gêneses, e em uma determinada contagem de algarismos, descobriu que, ao contar as letras deste Livro (a partir da primeira) na sequência de 50 em 50, o mesmo encontraria a palavra “TORAH”. Sendo que Weissmandel teve a mesma descoberta observando os outros Livros do Pentateuco. Tal fator fez com que o Rabino publicasse a então descoberta por meio de um livro. Porém, as limitações tecnológicas impediram o mesmo de executar descobertas maiores; mas, tal evidencia em relação a esta única palavra foi suficiente para evidenciar a existência do tão procurado código.
Cerca de cinquenta anos depois disto, um cientista Judeu, o Dr. Eliyahu Rips, um dos maiores matemáticos já existentes, conseguiu desenvolver um programa computacional de alta contagem sequencial. Rips ainda quando jovem, lutou contra as Tropas Soviéticas que invadiram a sua cidade de origem. Tal rebeldia lhe custou anos de sua liberdade; e confinado na prisão, partiu a estudar severamente os Textos Sagrados da Torah. E este contato com as Escrituras Bíblicas, permitiu que o mesmo suspeitasse de um suposto código, uma vez que outros cientistas e Judeus já haviam levantado essa hipótese. Ao sair da prisão, Rips buscou se aprofundar cada vez mais sobre tal pressuposto.

E, indo morar em Jerusalém, onde hoje é Catedrático de uma Universidade, foi informado por meio de um Rabino sobre a publicação do livro de Weissmandel, que evidenciava um código na Bíblia, através da descoberta da palavra TORAH que surgia ao saltar os caracteres em hebraico de 50 em 50. Rips repleto de curiosidade partiu em busca do único exemplar deste livro, que se encontrava na Biblioteca Nacional de Israel. E averiguando o tal exemplar, pode notar que o mesmo apontava uma verídica descoberta; sendo que o Dr. Rips pôde comprovar tal evidencia da palavra TORAH em sua própria Bíblia. A partir daí, em 1985, Eliyahu Rips usou todos os seus conhecimentos matemáticos com o auxílio de uma equipe de pesquisadores, para desenvolver um programa de computador, que sequencialmente, pudesse localizar mensagens criptadas em meio aos caracteres da Torah. Rips confirma tal procedimento ao comentar que:
Quando recorri ao computador achei a brecha. Encontrei palavras codificadas, numa quantidade muito maior do que o permitido pelo acaso randômico da estatística, e então soube que estava chegando a algo de real importância (O Código da Bíblia, p. 21 apud MISTÉRIOS ANTIGOS).
Assim, Rips e o seu grupo de pesquisadores formado por outros dois Judeus, Doron Witztum e Yoav Rosemberg, lançaram a tese do Equidistant Letter Sequences In The Book Of Genesis (Seqüências Alfabéticas Equidistantes no Livro de Gênesis), e a definiram da seguinte forma:
A análise randômica indica que informações ocultas estão entremeadas no texto do Gênesis, sob a forma de seqüências alfabéticas eqüidistantes. O efeito é significativo em 99,998%. Observou-se, que quando o Livro do Gênesis é escrito como séries bidimensionais, seqüências alfabéticas eqüidistantes formando palavras com sentidos correlatos aparecem freqüentemente em estreita proximidade. Foram desenvolvidas ferramentas quantitativas para mensurar este fenômeno. A análise de randomização mostra que o efeito é significante ao nível de 0.00002% (O Código da Bíblia, p.22 e apêndice 1 apud MISTÉRIOS ANTIGOS).
Tais mensagens em forma de código não se resumiram apenas ao Livro de Gêneses ou ao Pentateuco (Torah), mas em todo o Tanakh (Antigo Testamento). E para confirmar a veracidade deste fato, fizeram os mesmos testes com vários livros, entre eles a versão hebraica de Guerra e Paz, de Tolstoi; e em todos estes testes o resultado foi negativo quanto a possíveis códigos. E para confirmar mais a veracidade de tal descoberta, ambos os pesquisadores buscaram aplicar o nome de importantes personagens da história do Judaísmo, na expectativa de haver confirmações quanto aos códigos. E desse modo, o nome de 32 personagens foram aplicados e pesquisados; e de forma surpreendente, todos os nomes destas pessoas não só foram encontrados, como também estavam acompanhados de suas respectivas datas de nascimento e morte. Sendo que probabilisticamente, a presença desta combinação na Torah, seria de 1 em meio a 10 milhões; confirmando a veracidade do código. E, além disso, o site Mistérios Antigos confirma que:
Tomaram então os 32 nomes e as 64 datas, e as misturaram em 10 milhões de combinações diferentes, de modo que 9.999.999 seriam incompatíveis e só um emparelhamento seria correto. Eles então rodaram esse programa no computador, para ver quais dos 10 milhões de exemplos alcançariam melhor resultado, e só os nomes e as datas corretas se uniram na Bíblia.
A notícia se espalhou na comunidade científica mundial, e um dos grandes decodificadores da Agência Nacional dos EUA, decidiu ver de perto com incredulidade a suposta descoberta dos israelenses. Mas, logo pôde observar a veracidade de tal descoberta. Com isso, Rips e sua equipe passaram a descobrir a presença de muitos fatos históricos até então já ocorridos (no passado). Mas, foi no início da década de 1990, que esta descoberta ganhou mais ênfase, com o desenrolar da Guerra do Golfo. Desse modo, Rips a partir do ataque de Saddam Hussein ao Kuwait, pesquisou a possibilidade de haver a presença do nome de Saddam codificado na Bíblia; e espantosamente no dia 28 de dezembro de 1990, o mesmo encontrou a seguinte definição: INIMIGO / ELE ESCOLHEU UM DIA / GUERRA / MÍSSIL / FOGO NO TERCEIRO DIA DE SHEVAT. Ou seja, o maior espanto se deu, pois, tal revelação ainda era futura em relação aquele exato momento (faltavam 21 dias), considerando que ela indicava o terceiro dia de Shevat (18 de janeiro). Como o ano não havia aparecido, Rips considerou que o ataque poderia ocorrer já no próximo dia 18 de janeiro do ano de 1991, considerando o desenrolar do conflito no Golfo; e assim restaria apenas 21 dias para o possível ataque de Saddam a Israel. E, alarmado e eufórico para a confirmação desta profecia codificada, o Dr. Rips aguardou de forma atenta. Ao chegar à data, Eliyahu Rips, a Comunidade Judaica e o Mundo; viram a confirmação da profecia codificada, quando Saddam disparou sete Mísseis Scuds contra a cidade de Tel-Aviv, destruindo cerca de 150 prédios e ferindo aproximadamente 50 pessoas.
Rips decidiu expandir suas descobertas ao mundo, e para essa divulgação, ele contou com a ajuda do repórter e jornalista norte-americano do Washington Post, Michael Drosnin; que a princípio não acreditava em tal fato. Mas, ao visitar Rips com o objetivo desmenti-lo, Drosnin que era um ateu, viu que se tratava realmente de uma descoberta verídica. Assim, crendo no fato, Drosnin recebeu de Rips todos os disquetes necessários para o mesmo fazer suas próprias pesquisas em seu computador. Feito isso, o jornalista retornou aos EUA onde passou a fazer importantes descobertas, o que o possibilitou de escrever dois Best Sellers: O Código da Bíblia (1997) e O Código da Bíblia II (2001).

Tais publicações levaram muitas a refletirem sobre o poder de Deus e a Sua suprema inteligência, pois de fato, a ação no desenvolvimento criptográfico destas mensagens, sem dúvida trata-se da manifestação de uma lógica Superior, considerando que tais informações foram criptadas a mais de 3200 anos, e a mente humana não seria capaz de codificar tais mensagens com exatidão em meio às 304.805 letras da Torah e de todo o restante do Tanakh, sem alterar o contexto Bíblico na sua forma geral.

2.1 – As descobertas realizadas por Rips e Drosnin
Seguem-se abaixo alguns dos principais exemplos das descobertas realizadas por estes dois pesquisadores do Código da Bíblia:

Mensagem criptada:
  • Presidente Roosevelt / Ordem de ataque no dia da grande derrota
Fato ocorrido:
  • Declaração de guerra de Franklin D. Roosevelt contra o Japão (1942).

Mensagem criptada:
  • Potencias do Eixo / Aliança diabólica / Eles perderam

Fato ocorrido:
  • O destino da Alemanha e do Japão durante a 2º guerra mundial (1945).

Mensagem criptada:
  • Vai morrer / Kennedy

Fato ocorrido:
  • John Kennedy, barbaramente assassinado no atentado em Dallas, Texas (1963).




Mensagem criptada:
  • Watergate / Quem é ele?/ Mas ele será destruído

Fato ocorrido:
  • Escândalo político envolvendo o Presidente Americano Richard Nixon (1970).

Mensagem criptada:
  • Um Príncipe será morto a tiros / Um Desfile / Assassinato / no 8º Dia Do Tishrei / Complô / Khaled

Fato ocorrido:
  • Revelação do assassinato do Presidente Mohamed Anuar el Sadat no Egito e o nome do seu assassino (1981).




Mensagem criptada:
  • Seu nome é Timothy / Mcveigh / 19º Dia / Pela manhã ele Preparou uma Emboscada / Ataque Súbito
Fato ocorrido:
  • Atentado terrorista no Oklahoma City (1995).




Mensagem criptada:
  • O Grande / Kobe / Japão / Fogo / Tremor de terra

Fato ocorrido:
  • Tremor de terra no Japão na cidade de Kobe (1995).




Mensagem criptada:
  • Yitzhak Rabin / Assassino que assassinará

Fato ocorrido:
  • O assassinato de Yitzhak Rabin (1995).




Mensagem criptada:
  • Máfia da Capa Preta / Massacre / Eric / Dylan / Abril / de sangue frio

Fato ocorrido:
  • Massacre no Instituto Columbine USA envolvendo dois jovens estudantes (1999).




Mensagem criptada:
  • Floyd / Furacão / Setembro / Estados Unidos / Evacuação

Fato ocorrido:
  • Passagem do Furacão Floyd nos USA (1999).




Mensagem criptada:
  • Clinton / Presidente / Clinton / Impeachment / Segredo / Amante da Estagiaria / Clinton / Pais contra o Impeachment

Fato ocorrido:
  • Escândalo amoroso envolvendo o Presidente Bill Clinton e uma estagiária (1999).

2.1.1 – Exemplos de Matrizes criptografadas na Bíblia
Eis alguns outros exemplos das descobertas de Eliyahu Rips e Michael Drosnin na Torah e no Tanakh

a) Holocausto Atômico sobre Hiroshima e Nagasáki:

Devastação, devastação de Hiroshima! (vermelho)
  • Outro exemplo:
Holocausto Atômico / Japão / ano hebraico 5705 (ou 1945).

b) Publicação da primeira publicação do livro O Código da Bíblia:
Mensagem codificada em hebraico no livro de Daniel. Sendo o ano judaico de 5757 (1997 no calendário gregoriano), ano em que foi lançado o livro "O Código da Bíblia" nas frases: Para vocês o codificado / para vocês os segredos ocultos / e Ele selou o livro até o fim dos tempos.

c) Atentado Terrorista de 11 de setembro de 2001:

Bin Laden / Milhares de povos / Gêmeo / Eleva-se / ataque terrorista.
  • Outro exemplo:
Ismael (patriarca dos árabes) / 11 de setembro, Ele a julgou / A edificação era / torre(s) / gêmea(s).

d) A prisão de Saddam Hussein:

Saddam Hussein (preto) / sustituído, culpado, capturarão (azul)

e) O desastre com o Ônibus Espacial Columbia:

Columbia, eles chorarão / Transporte (ônibus espacial) / Fogo destruirá (sendo que a palavra "destruirá" está na parte esquerda do desenho da matriz, local onde de fato o fogo iniciara) / Desastre / Na terra / Esson.

f) Assassinato de uma mulher israelense com seus filhos:
Grávida de 8 meses, Tali Hatuel (34 anos) e suas filhas Hila (11), Hadar (9), Roni (7) e Merav (2) foram assassinadas por terroristas palestinos árabes que atiraram contra o veículo em que viajavam, no dia 11/Iyar/5764 (2/5/2004) na Faixa de Gaza em Israel.

g) A Tsunami de 2004 na Ásia:
2004 / 26 de dezembro, corra, candeias do demônio, desgraça / águas alagarão escondendo o lugar / para as ilhas / do leste.

De fato, os exemplos acima citados, constituem que realmente tal código trata-se de um fato, e não de um mero pressuposto fictício. E isto é a prova de que existe um Ser maior que nos rege, pois somos cientes que, matematicamente, um indivíduo, seja ele dotado ou não de técnicas de codificação, não seria capaz de realizar tais prodígios. Confirmando então, aquilo que foi dito por um sábio Judeu, Genius de Vilna, que no final do século XVIII, disse que:
A regra é que tudo o que foi, tudo o que é e tudo o que será, até o fim dos tempos, está incluído na Torah da primeira à última palavra. E não só num sentido geral, mas nos detalhes de cada espécie e de cada um individualmente, com detalhe dos detalhes de tudo o que lhe aconteceu desde o dia de seu nascimento até sua morte (O Código da Bíblia, p. 18 apud TEMPO DO FIM).
Assim, conforme já dizia a filósofo alemão, Arthur Schopenhauer (1788-1860), toda a verdade atravessa três fases: primeira, é ridicularizada; segunda, é violentamente contrariada; terceira, é aceita como a própria prova. Além disso, o próprio Yeshua ao evidenciar a importância da Lei e da confiabilidade Bíblica, destacou que até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido (Mateus 5. 18). O que automaticamente confirma o porquê de toda a cautela dos antigos Mestres para que não fosse alterado absolutamente nada do contexto Bíblico inspirado por YHWH. E desse modo, mesmo que surjam céticos quanto a esta descoberta do Código Bíblico, jamais tais incrédulos conseguirão desmentir tais codificações (mensagens), assim como não conseguirão encontrar respostas que contradigam tais criptografias. Pois a explicação para as aplicações de tais métodos usados para esta ação, encontram-se além de nossas singelas e limitadas convicções ou compreensões.

3 – CONCLUSÃO

Portanto, sabemos que O único capaz de minuciosamente executar tais ações, é D'us, pois, o Criador é dotado de toda a supremacia cognitiva existente no Universo; se posicionando a nossa frente de forma incomparável. E neste pressuposto, passemos então a olhar com mais atenção sobre os atos de Deus para conosco; considerando que de fato, YHWH existe; e indiscutivelmente detém o controle de toda a cronologia que rege o nosso tempo, uma vez que o passado, presente e futuro, se encontram detalhadamente escrito em Suas mãos.




REFERÊNCIAS

CRUZ, Carla & RIBEIRO, Uirá. Metodologia cientifica: teoria e prática. 2ª ed. Rio de Janeiro: Axcel Books do Brasil, 2004.

BÍBLIA sagrada. N. T. Mateus. 2.ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993. cap. 5, p. 5.

DINIZ, Fernando. Caçada aos Scuds. 2002. Site acessado em: 08/02/2009.

LOPES, Reinaldo José. Isaac Newton buscou por 'código da Bíblia' sobre o fim do mundo. Centro de Ufologia Brasileiro – CUB. 2008. Site acessado em: 05/02/2009.

MISTÉRIOS ANTIGOS. O código da Bíblia. Site acessado em: 02/02/2009.

NOS DOMÍNIOS DO REALISMO FANTÁSITCO. O fantástico Código da Bíblia! Site acessado em: 05/02/2009.

TEMPO DO FIM. Desvendando os mistérios dos nossos dias! Site acessado em: 05/02/2009.

2012 FIM DOS TEMPOS. Código secreto da Bíblia. Site acessado em: 05/02/2009.

24 setembro 2009

Judaísmo Messiânico




Trata-se de uma ramificação do Judaísmo que segue as tradições religiosas hebraicas e a identidade arraigada na Torah, porém também acredita em Yeshua (Jesus) como o Messias esperado pela tradição profética judaica.


O Judaísmo tradicional ensina que a Tanach e o Talmud são a Palavra Eterna de D'us, que ao "Novo Testamento" (como é comumente chamado) falta esta autoridade, e que Yeshua não é o Messias. Já o Judaísmo Messiânico, em contraste, ensina que a Tanach e a Brit Hadashah (as Escrituras do Novo Testamento) são juntas a Palavra Eterna de D'us e que Yeshua é o Messias.

Mas temos que ter em mente que Yeshua era israelita e sua vida era norteada pela religiosidade e tradições hebraicas, e como tal, também cumpria o que as escrituras lhe prescrevia. Ou seja, ele observava as mesmas leis que eram aplicadas aos demais filhos de Israel: foi circuncidado, observava o shabat, participava das festividades, freqüentava o templo.

Não há contra-senso. Trata-se do mesmo Yeshua HaMashiach, que veio a terra como Ben Yossef (filho de José) e que voltará como Ben David, e reconstruirá a nação de Israel e restaurará o reino de David, trazendo desta forma a paz para todas as nações.

Já nos primeiros séculos, muitos judeus já aceitavam a crença em Yeshua como Mashiach e que este era o filho do Eterno. Acreditavam também, que os gentios que se convertessem deveriam aceitar as tradições religiosas judaicas, diferentemente de outros grupos que tinham uma visão de que Yeshua viera abolir a Torah. Este último posicionamento acabou tornando-se o oficial da cristandade.

Desta forma, tanto judeus como gentios convertidos seguiam os mandamentos da Torah. Muitos são céticos ao acreditar se este Judaísmo Messiânico era uma variação dos ensinos de Jesus ou se era a doutrina original de Yeshua. No entanto, se considerarmos o sucesso inicial do movimento de Yeshua dentro do Judaísmo, podemos crer que o ensino original não tenha sido muito diferente disto.

Desde o segundo século, a igreja ensina que o Cristianismo é uma religião separada e distinta do Judaísmo. Esta perspectiva promoveu a doutrina anti-bíblica segundo a qual as Escrituras Hebraicas foram substituídas historicamente pelo "Novo Testamento", que a igreja substituiu Israel como as pessoas do pacto de D'us, e que aqueles primeiros discípulos de Yeshua foram convertidos da religião judaica para uma nova religião chamada Cristianismo. Mas essa orientação não é compartilhada pelo Judaísmo Messiânico.

O Judaísmo Messiânico, em contrapartida, acredita que Yeshua não veio estabelecer uma nova religião, mas de fato cumprir uma antiga já existente (Mattityahu/Mateus 5:17): "Não pensem que vim abolir a Torá ou os Profetas. Não vim abolir, mas cumprir" e enfatiza o amor de D'us e a fidelidade para com os hebreus: "Digo, pois: porventura, rejeitou o Eterno o seu povo? De maneira nenhuma; porque também eu sou israelita, da descendência de Avraham (Abraão), da tribo de Binyamin (Benjamim)" (Romim/Romanos 11:1-2).

Finalmente, o Judaísmo Messiânico combate a idéia de que aquelas pessoas judias que seguem Yeshua se tornam convertidos a outra religião, mas de fato permanecem judeus (Kolassim/Colossenses 4:11): "E Yeshua, chamado Justo, os quais são da circuncisão".

O Judaísmo Messiânico não é um movimento completamente novo, mas antes a ressurreição de um movimento muito antigo. A identidade descrita sob o termo "Judaísmo Messiânico" era a identidade da comunidade de seguidores israelitas de Yeshua no primeiro e segundo séculos.

O moderno Judaísmo Messiânico tomou forma no século XIX e em 1886 foi fundada em Kishinev, atual República da Moldávia, a primeira Congregação Judaico-Messiânica Moderna, por Joseph Rabinowitz.

O Judaísmo Messiânico é a mais recente fase no desenvolvimento histórico do autêntico Judaísmo Bíblico. É a religião de Avraham, Moshê, David, e dos profetas, cumprida pela vinda de Yeshua HaMashiach.


Messianismo


Messias (hebraico משיח - Mashíach ou Hammasiah, "O consagrado"). Como já mencionado, refere-se, principalmente, à profecia da vinda de um humano descendente do Rei David, que iria reconstruir a nação de Israel e restaurar o reino de David, trazendo desta forma a paz ao mundo.

O Messias já era uma profecia predita desde os tempos dos Patriarcas, sendo Yeshua o Mashiach de Israel.

Os primeiros seguidores eram judeus que não abandonaram as suas tradições, ou seja, o seu Judaísmo, mas o praticavam plenamente e apenas acrescentaram a crença em Yeshua como Messias. Com a expansão dos ensinos de Yeshua diversos não-judeus também passaram a acreditar neste como o Mashiach.

Após a destruição de Jerusalém alguns seguidores de Yeshua romperam suas ligações com o Judaísmo e passaram a desenvolver diversos ensinamentos que acabaram originando as muitas seitas e ramificações da cristandade, com seus ritos e doutrinas pagãs e contrárias aos princípios da Torá.



Fonte: http://www.judaismomessianico.net/judaismomessianico.htm

20 setembro 2009

Let God Arise

How Great Thou Art

Oh Lord my God when I in awesome wonder
Consider all the worlds thy hands have made
I see the stars, I hear the rolling thunder
Thy power throughout the universe displayed
When Christ shall come
We shout a aclamation
To take me home what joy shall fill my heart
Then I shall bow in humble adoration
And there proclaim my God how great thou art
Then sings my soul my savior God to thee
How great thou art
How great thou art
Then sings my soul my savior God to thee
How great thou art how great thou art



Elvis Presley - How Great Thou Art
Found at How Great Thou Art on KOhit.net

18 setembro 2009

O lamento de Israel

04 setembro 2009


Jesus O Cristo: Aceitar Ou Reconhecer?

Por: José Ribeiro da Silva Júnior

1 – INTRODUÇÃO

É-nos evidente de fato, que tem sido bastante comum nos mais tradicionais meios Cristãos, a celebre pergunta: alguém deseja “aceitar” a Cristo como o Seu Salvador? Mas, o que muitos desconhecem é o fato de que ao fazerem tal apelo, se apropriam de um termo bastante contraditório quanto à realidade Bíblica e etimológica, enquanto o correto seria nos apropriarmos do verbo “reconhecer” ao invés do utilizado termo “aceitar”.

Desse modo, vejamos a comparação destes semelhantes termos segundo Antônio Houaiss, que afirma que aceitar é “tomar para si” (2004, p. 8-9); enquanto reconhecer é ”admitir como bom, legal ou verdadeiro” (p. 268). Nesse pressuposto, sabemos que o termo aceitar não exprime a real posição soberana de YHWH para conosco, pois, só podemos tomar para si àquilo que também podemos viver sem ou não precisar. Enquanto o termo reconhecer parte da noção de dar crédito ou valorizar àquilo que o outro é ou não, segundo nossas visões.

2 – ANÁLISE HERMENÊUTICA

Para entendermos de vez tal fator, é necessário lembrarmos ou sabermos de que não vivemos sem a eficiência da ação Divina. Com isso, mesmo antes de servirmos a Yeshua (conhecido como Jesus), já estávamos com O mesmo. Pois é notável que também, o ímpio possua bênçãos na mesma proporção de possibilidades do justo, é como a chuva que ao cair não escolhe telhados de indivíduos bons ou maus. Considerando também, que tanto ímpios quanto justos, são abençoados diariamente, simplesmente no fato de amanhecerem vivos e com o vigor para prosseguirem sejam quais forem suas jornadas. Uma prova exata da presença de YHWH na vida de ambos.

Nesta mesma linha de pensamento, podemos citar a história Bíblica de Avraham (Abraão), que foi chamado por YHWH para se tornar uma Nação Eleita (Gn 12.1-2) quando o mesmo ainda era Avram (Abrão); ou seja, antes mesmo de ser um exemplo de Fé. Assim como o exemplo de Cornélio, o Centurião Romano, que era temente a Deus, recebendo até mesmo, a visita do Anjo do Senhor antes mesmo de ouvir o discurso de Pedro, que fez com que o mesmo, além de outros, reconhecessem O Cristo Yeshua como o Salvador.

Nesse pressuposto, temos um Deus presente seja qual forem as nossas atitudes ou circunstâncias. Sendo que, o que leva ao homem a reconhecer o Mashiach Yeshua, é a ação do Santo Espírito, dando a razão exata ao ser, sob a forma da necessidade existencial que aflige ao homem (o vazio da alma). E assim, uma vez reconhecendo o Messias como Salvador, o ser humano tem acesso ao Pai (Jo 14.6), não só se tornando um servo, mas também, um amigo do Eterno.

Nesse caso, é justamente por isso, que todos os seres humanos são vistos por Deus como iguais. Considerando que “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Rm 3.23), sendo que somente Yeshua pode nos Justificar pela Fé, que por sua vez é confirmada por nossas obras (Tg 2.17). Entretanto, nos diferenciamos entre indivíduos salvos e desprovidos de salvação por nossas ações e decisões; mas, isso não nos faz melhores em relação a tais indivíduos tidos como inadimplentes, por estarem fora de um pressuposto religioso sustentável e autêntico.

3 – CONCLUSÃO

Portanto, cabe-nos sempre estar cautelosos quanto aos termos que utilizamos, a fim de que não cresçamos sempre na ignorância, ou promova no meio dos não inseridos no contexto religioso, situações que ponha a autenticidade da Mensagem do Mashiach em dúvidas. E desse modo, nos é prudente estar em conformidade com a essência dos pressupostos Bíblicos, agindo coerentemente com os mesmos, e convictos de que Yeshua é quem nos Justifica pela Fé, desde que primeiro venhamos a reconhecê-Lo como Messias; aceitando a nossa condição de pecadores necessitados de Salvação. Partindo daí, para a fase que nos leva ao enquadramento Bíblico-procedimental (no intuito de nos tornarmos varões perfeitos); que por sua vez nos implicará no fortalecimento de nossa Fé; o que consequentemente, nos possibilitará a certeza de Salvação dentro do aspecto da Esperança em Yeshua HaMashiach.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BÍBLIA sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida: revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993. 889 p.

HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles; FRANCO, Francisco Manoel de Mello. Míni Houaiss: dicionário da língua portuguesa. 2 ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 2004. p. 08-09 e 628.

Perfil o autor:

Escritor e Acadêmico do Curso de Pedagogia da Faculdade de Imperatriz (FACIMP). Cristão Protestante (Judeu Messiânico) da Assembléia de Deus de Imperatriz (IEADI); tenho por ocupação o posto de Professor do Ensino Secular e Religioso (Escola Bíblica Dominical); tendo também por funções independentes, estudos com temas relacionados a: História, Geografia, Biologia e Teologia (Escatologia).

Fonte Artigos - Artigonal.com - http://www.artigonal.com/religiao-artigos/jesus-o-cristo-aceitar-ou-reconhecer-1153266.html

15 agosto 2009

Repensando o Cristianismo

Foi publicado neste dia 15 de agosto de 2009 (ou 25 de Av do ano 5769), o meu primeiro livro, tendo como título Repensando o Cristianismo. Esta obra tem por finalidade a realização de uma reflexão para com as autênticas práticas religiosas do Cristianismo em relação ao Judaísmo Messiânico e Ortodoxo, por meio de uma sistemática abordagem histórica do passado, em projeção aos fatos dos dias atuais e vindouros. Tal produção não tem por objetivos fundar uma nova religião, mas sim, evidenciar um verdadeiro Cristianismo, que infelizmente foi esquecido e alterado durante os séculos. E assim, este trabalho também enfatiza detalhes como a exata data da "crucificação de Cristo"; a análise de conceitos referente ao "batismo com o Espírito Santo" e "Avivamento"; assim como uma abordagem escatológica quanto ao "Arrebatamento" da Igreja. Ou seja, elementos básicos que nos levam a repensar sobre o Cristianismo que estamos seguindo.

Os interessados poderão adquiri-lo em:

http://clubedeautores.com.br/book/3752--REPENSANDO_O_CRISTIANISMO

Abraços a todos!
Shalom Uvrachot!

14 agosto 2009

Judaísmo Messiânico é Oficialmente Reconhecido por Israel

por Hugo
Saiu na Charisma Magazine:

Duas propostas de lei tramitavam no Knesset para tornar a prática do Judaísmo Messiânico ilegal em Israel. Ambas não passaram e os responsáveis por isso, em grande parte, foram os membros de uma coalizão chamada Comitê de Ação Messiânica (Messianic Action Committee – MAC), que liderou a luta contra estes dois projetos de lei. Agora, o Judaísmo Messiânico é considerado tão legítimo pelo governo de Israel quanto qualquer outra forma de Judaísmo: ortodoxo, conservador, reformista ou reconstrucionista. Qual o significado disso na dispensação profética atual?

“Como as sinagogas messiânicas respeitam nossas raízes judaicas e honram nossa pátria, Israel, estamos desfrutando do favor da comunidade.”– explica o rabino messiânico Baruque Rubin. “Estes são tempos maravilhosos! Israel está se abrindo ao Judaísmo Messiânico e alguns estão até se juntando a nós. Livros estão sendo escritos, descrevendo o Judaísmo Messiânico como ele realmente é. Cada vez menos somos vistos como ‘missionários enganadores’ enviados para destruir Israel, como éramos vistos no passado.”

Finalmente boas notícias vindas de Israel. Ao mesmo tempo em que o cenário geopolítico se forma para o fim dos tempos, também o clima espiritual se forma no Estado Judeu. O Judaísmo Messiânico foi a primeira expressão da fé cristã em Israel antes que o Reino fosse aberto aos gentios. Com mais liberdade e com o crescente reconhecimento da população, o Judaísmo Messiânico pode pregar o Messias crucificado aos judeus de forma mais abrangente. É uma pequena nuvem, do tamanho da mão de um homem ainda, mas que com intercessão profética e o testemunho dos santos, levará Israel a conhecer seu Senhor novamente.

A relação entre a Igreja gentílica e os judeus é marcada pela hostilidade e perseguições de ambas as partes. Somente o sangue de Cristo pode curar estas feridas milenares. O avivamento em Israel descrito nas Escrituras, no final dos tempos, será fruto de uma ação soberana de Deus na Terra Santa. A Igreja gentílica que perseguiu e matou os judeus – com seus missionários estrangeiros, “incircuncisos” e “comedores de bacon” – não terá qualquer participação neste processo. Os judeus serão atraídos a Yeshua da mesma forma que foram no princípio: pelo testemunho e o poder de outros judeus que abraçaram o Messias. E à medida que Israel perde seu apadrinhamento político e a pressão aumenta na nação, menos os judeus poderão depender de seus recursos naturais, e cada vez mais terão que se voltar novamente ao Senhor para sua salvação. E assim se cumprirão as palavras do profeta Zacarias:

Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o espírito de graça e de súplicas; e olharão para aquele a quem traspassaram, e o prantearão como quem pranteia por seu filho único; e chorarão amargamente por ele, como se chora pelo primogênito. Naquele dia será grande o pranto em Jerusalém, como o pranto de Hadade-Rimom no vale de Megidom. E a terra pranteará, cada família à parte: a família da casa de Davi à parte, e suas mulheres à parte; e a família da casa de Natã à parte, e suas mulheres à parte; a família da casa de Levi à parte, e suas mulheres à parte; a família de Simei à parte, e suas mulheres à parte; todas as mais famílias, cada família à parte, e suas mulheres à parte. (Zacarias 12:10-14)



Fonte: http://paoevinho.wordpress.com/2009/07/04/judasmo-messinico-oficialmente-reconhecido-por-israel/

13 agosto 2009

Sobrenomes Sefarditas: Uma Cripto-Comunidade Judaica Na Europa, Na África E Na América

1 – INTRODUÇÃO

Os Sefarditas (do hebraico Sefardim, no singular Sefardi) são todos os Judeus provenientes da Península Ibérica (Sefarad). Tais Povos por muitos séculos foram perseguidos durante o período da Inquisição Católica. E por este motivo, fugiram para países como Holanda e Reino Unido; além dos países do Norte da África e da América como: Brasil, Argentina, México e EUA; e desse modo, tiveram que seguir suas tradições secretamente ou até mesmo abrir mãos das Tradições do Judaísmo, tudo em busca da sobrevivência. Sendo que alguns ainda tiveram que se converter forçadamente ao Cristianismo Católico.

2 – CONTEXTO HISTÓRICO

Ao longo da História o Judaísmo sofreu inúmeras perseguições por parte de seus opositores, dos tais destacam-se os Romanos, Católicos e Nazistas. Nestas condições, muitos Judeus perderam suas identidades culturais, e assim, várias gerações surgiram sem o contato explicito com as Tradições do Judaísmo, seja ele Ortodoxo ou Messiânico.
De fato, tudo isso iniciou com a segunda Diáspora, onde o General Tito, filho do Imperador Vespasiano, sufocou a primeira rebelião no ano de 70 d.C. (tendo ela sido iniciada em 66 d.C.), o que culminou na destruição do Templo e na morte de quase 1 milhão de Judeus. Sendo que a Diáspora só se concretizou após a segunda revolta dos Judeus, iniciada em 132 d.C. e dissolvida pelo Imperador romano Adriano em 135 d.C. E assim, proibidos de entrarem em Jerusalém e sendo eles expulsos da Palestina (região da Judéia), os Judeus se espalharam pelo Mundo.
Aos poucos a Europa foi sendo habitada por Judeus refugiados da ira romana, principalmente na região da Península Ibérica. Tempos depois, os Judeus novamente passaram a ser vítimas de perseguições, desta vez, promovidas pela Igreja Católica Apostólica Romana; que instaurou a fogueira da Inquisição. Assim, um dos crimes alegados pela Igreja, era o “crime de Judaísmo”. Em que o indivíduo era proibido de exercer sua judaicidade.
Neste caso, a partir da feroz Inquisição espanhola de 1478 até 1834, em que Judeus e inúmeros outros indivíduos, foram julgados por possíveis atos contra os preceitos da Igreja. Sendo que os Judeus foram expulsos da Espanha no ano de 1492.
Perseguidos e desamparados, os Judeus espanhóis tiveram que se refugiar em Portugal. Estando lá, foram feitos escravos, embora conquistassem a liberdade em 1495, beneficiados com a Lei promulgada por D. Manoel ao subir ao trono. Mas em 1496, assinou um acordo que expulsaria todos os Judeus Sefarditas (ou Marranos) que não se sujeitassem ao batismo Católico. Sendo que no ano seguinte, as crianças Judias de até 14 anos foram obrigadas a se batizarem e em seguida adotadas por famílias Católicas.
Com a descoberta das terras brasileiras em 1500, pela a esquadra de Cabral, a sorte de muitos Judeus mudaria. Pois em 1503, o Judeu Fernando de Noronha com uma considerável lista de Judeus, apresenta o projeto de Colonização a D. Manoel. Porém, o Povo Judeu ainda passaria por mais um triste episódio, quando em 1506, milhares de Judeus foram mortos e queimados pelo Progon da capital portuguesa. Além de tais Judeus (Cristãos Novos) terem presenciado o contraditório D. Manoel estabelecer a lei que dava os liberdade e os mesmos direitos dos Católicos, em 01 de março de 1507. O mesmo D. Manoel que em 1515 solicita ao papa um sistema de Inquisição semelho semelnatede Inquisiçita ao papaqueimados triste ep por famSefarditas (ou Marranos)ante ao espanhol.
E desse modo, a solução para estes Judeus Marranos, foram a de aderirem ao movimento de Colonização do Brasil, quando em 1516, D. Manoel distribui ferramentas gratuitamente a quem quisesse tentar a vida na Colônia.
Em 1524, D. João III confirma a Lei de D. Manoel (de 1507), que consolida a lei de direitos iguais aos convertidos à força. No ano de 1531, Martin Afonso de Souza (aluno do Judeu Pedro Nunes), recebe de D. João III a autorização de colonizar o Brasil sistematicamente. Em que 1533, o mesmo funda o primeiro engenho no Brasil.
Durante um bom tempo, os Judeus passaram por inúmeras revira-voltas quanto a benefícios, confiscos e até mesmo mortes. Porém, os mesmos gozaram de plena liberdade religiosa durante o domínio holandês de 1637 a 1644 (na gestão de Maurício de Nassau), quando fundaram a primeira sinagoga no Brasil, a Zur Israel. Mas, com a retomada portuguesa em 1654, os Judeus foram de fato expulsos e alguns migraram para outros países.
No período de 1770 a 1824, os Judeus passam por mais uma fase de aceitação; sendo que em 25 de maio de 1773, é estabelecida a abolição dos termos Cristãos Novos (Judeus) e Cristãos Velhos (Católicos), passando todos a terem os mesmos benefícios e sem distinções.
A partir de 1824, o movimento tais Judeus (Sefarditas ou Marranos), passa por um período de “assimilação profunda”, isto é, inicia-se uma fase de parcial esquecimento de suas Tradições, devido a séculos de repressão e pelo contato direto e extensivo com uma cultura etnocêntrica, que mesmo os aceitando perante as leis, tratavam-os com desprezo e repressão. A solução mesmo, partiu do pressuposto do esquecimento e sectarismo, o que permitiu com que várias gerações crescessem sem ter uma real noção de suas legitimas raízes.
Desse modo, estima-se que no Brasil, vivam cerca de um décimo (1/10) ou até mesmo 35 milhões de Judeus Sefarditas, entre eles os Judeus Asquenazitas (provinientes da Europa Central e Oriental).
Assim, segue-se abaixo uma lista com os principais sobrenomes Sefarditas habitantes da Peninsula Ibérica, e no decorrer do continente Americano, a exemplo do Brasil:

2.1 – Sobrenomes Judaico-Sefarditas oriundos das regiões portuguesas de Alentejo, Beira-Baixa e Trás-os-Montes:

Amorim; Azevedo; Álvares; Avelar; Almeida; Barros; Basto; Belmonte; Bravo; Cáceres; Caetano; Campos; Carneiro; Carvalho; Crespo; Cruz; Dias; Duarte; Elias; Estrela; Ferreira; Franco; Gaiola; Gonçalves; Guerreiro; Henriques; Josué; Leão; Lemos; Lobo; Lombroso; Lopes; Lousada; Macias; Machado; Martins; Mascarenhas; Mattos; Meira; Mello e Canto; Mendes da Costa; Miranda; Montesino; Morão; Moreno; Morões; Mota; Moucada; Negro; Nunes; Oliveira; Ozório; Paiva; Pardo; Pilão; Pina; Pinto; Pessoa; Preto; Pizzarro; Ribeiro; Robles; Rodrigues; Rosa; Salvador; Souza; Torres; Vaz; Viana e Vargas.

2.2 – Sobrenomes de famílias Judaico-Sefarditas na Diáspora para Holanda, Reino Unido e Américas:

Abrantes; Aguilar; Andrade; Brandão; Brito; Bueno; Cardoso; Carvalho; Castro; Costa; Coutinho; Dourado; Fonseca; Furtado; Gomes; Gouveia; Granjo; Henriques; Lara; Marques; Melo e Prado; Mesquita; Mendes; Neto; Nunes; Pereira; Pinheiro; Rodrigues; Rosa; Sarmento; Silva; Soares; Teixeira e Teles.

2.3 – Sobrenomes judaico-Sefarditas na América Latina:

Almeida; Avelar; Bravo; Carvajal; Crespo; Duarte; Ferreira; Franco; Gato; Gonçalves; Guerreiro; Léon; Leão; Lopes; Leiria; Lobo; Lousada; Machorro; Martins; Montesino; Moreno; Mota; Macias; Miranda; Oliveira; Osório; Pardo; Pina; Pinto; Pimentel; Pizzarro; Querido; Rei; Ribeiro; Robles; Salvador; Solva; Torres e Viana.

2.4 – Principais exemplos de Sobrenomes extraídos do Dicionário Sefarad:

AAbreu; Abrunhosa; Affonseca; Affonso; Aguiar; Ayres; Alam; Alberto; Albuquerque; Alfaro; Almeida; Alonso; Alvade; Alvarado; Alvarenga; Álvares/Alvarez; Alvelos; Alveres; Alves; Alvim; Alvorada; Alvres; Amado; Amaral; Andrada; Andrade; Anta; Antonio; Antunes; Araújo; Arrabaca; Arroyo; Arroja; Aspalhão; Assumção; Athayde; Ávila; Avis; Azeda; Azeitado; Azeredo; Azevedo; BBacelar; Balão; Balboa; Balieyro; Baltiero; Bandes; Baptista; Barata; Barbalha; Barboza/Barbosa; Bareda; Barrajas; Barreira; Baretta; Baretto; Barros; Bastos; Bautista; Beirão; Belinque; Belmonte; Bello; Bentes; Bernal; Bernardes; Bezzera; Bicudo; Bispo; Bivar; Boccoro; Boned; Bonsucesso; Borges; Borralho; Botelho; Bragança; Brandão; Bravo; Brites; Brito; Brum; Bueno; Bulhão; C Cabaço; Cabral; Cabreira; Cáceres; Caetano; Calassa; Caldas; Caldeira; Caldeyrão; Callado; Camacho; Câmara; Camejo; Caminha; Campo; Campos; Candeas; Capote; Cárceres; Cardozo/Cardoso; Carlos; Carneiro; Carranca; Carnide; Carreira; Carrilho; Carrollo; Carvalho; Casado; Casqueiro; Casseres; Castenheda; Castanho; Castelo; Castelo Branco; Castelhano; Castilho; Castro; Cazado; Cazales; Ceya; Céspedes; Chacla; Chacon; Chaves; Chito; Cid; Cobilhos; Coche; Coelho; Collaco; Contreiras; Cordeiro; Corgenaga; Coronel; Correa; Cortez; Corujo; Costa; Coutinho; Couto; Covilha; Crasto; Cruz; Cunha; D Damas; Daniel; Datto; Delgado; Devet; Diamante; Dias; Diniz; Dionísio; Dique; Doria; Dorta; Dourado; Drago; Duarte; Duraes; E Eliate; Escobar; Espadilha; Espinhosa; Espinoza; Esteves; Évora; F Faísca; Falcão; Faria; Farinha; Faro; Farto; Fatexa; Febos; Feijão; Feijó; Fernandes; Ferrão; Ferraz; Ferreira; Ferro; Fialho; Fidalgo; Figueira; Figueiredo; Figueiro; Figueiroa; Flores; Fogaca; Fonseca; Fontes; Forro; Fraga; Fragozo; Franca; Francês; Francisco; Franco; Freire; Freitas; Froes/Frois; Furtado; G Gabriel; Gago; Galante; Galego; Galeno; Gallo; Galvão; Gama; Gamboa; Gancoso; Ganso; Garcia; Gasto; Gavilao; Gil; Godinho; Godins; Góes; Gomes; Gonçalves; Gouvêa; Gracia; Gradis; Gramacho; Guadalupe; Guedes; Gueybara; Gueiros; Guerra; Guerreiro; Gusmão; Guterres; H Henriques; Homem; I Idanha; Iscol; Isidro; J Jordão; Jorge; Jubim; Julião; L Lafaia; Lago; Laguna; Lamy; Lara; Lassa; Leal; Leão; Ledesma; Leitão; Leite; Lemos; Lima; Liz; Lobo; Lopes; Loução; Loureiro; Lourenço; Louzada; Lucena; Luiz; Luna; Luzarte; MMacedo; Machado; Machuca; Madeira; Madureira; Magalhães; Maia; Maioral; Maj; Maldonado; Malheiro; Manem; Manganês; Manhanas; Manoel; Manzona; Marca; Marques; Martins; Mascarenhas; Mattos; Matoso; Medalha; Medeiros; Medina; Melão; Mello; Mendanha; Mendes; Mendonça; Menezes; Mesquita; Mezas; Milão; Miles; Miranda; Moeda; Mogadouro; Mogo; Molina; Monforte; Monguinho; Moniz; Monsanto; Montearroyo; Monteiro; Montes; Montezinhos; Moraes; Morales; Morão; Morato; Moreas; Moreira; Moreno; Motta; Moura; Mouzinho; Munhoz; N Nabo; Nagera; Navarro; Negrão; Neves; Nicolao; Nobre; Nogueira; Noronha; Novaes; Nunes; O Oliva; Olivares; Oliveira; Oróbio; P Pacham/Pachão/Paixão; Pacheco; Paes; Paiva; Palancho; Palhano; Pantoja; Pardo; Paredes; Parra; Páscoa; Passos; Paz; Pedrozo; Pegado; Peinado; Penalvo; Penha; Penso; Penteado; Peralta; Perdigão; Pereira; Peres; Pessoa; Pestana; Picanço; Pilar; Pimentel; Pina; Pineda; Pinhão; Pinheiro; Pinto; Pires; Pisco; Pissarro; Piteyra; Pizarro; Pombeiro; Ponte; Porto; Pouzado; Prado; Preto; Proença; Q Quadros; Quaresma; Queiroz; Quental; R Rabelo; Rabocha; Raphael; Ramalho; Ramires; Ramos; Rangel; Raposo; Rasquete; Rebello; Rego; Reis; Rezende; Ribeiro; Rios; Robles; Rocha; Rodriguez; Roldão; Romão; Romeiro; Rosário; Rosa; Rosas; Rozado; Ruivo; Ruiz; S Sá; Salvador; Samora; Sampaio; Samuda; Sanches; Sandoval; Santarém; Santiago; Santos; Saraiva; Sarilho; Saro; Sarzedas; Seixas; Sena; Semedo; Sequeira; Seralvo; Serpa; Serqueira; Serra; Serrano; Serrão; Serveira; Silva; Silveira; Simão; Simões; Soares; Siqueira; Sodenha; Sodré; Soeyro; Sueyro; Soeiro; Sola; Solis; Sondo; Soutto; Souza; T Tagarro; Tareu; Tavares; Taveira; Teixeira; Telles; Thomas; Toloza; Torres; Torrones; Tota; Tourinho; Tovar; Trigillos; Trigueiros; Tridade; U Uchoa; V Valladolid; Vale; Valle; Valença; Valente; Vareda; Vargas; Vasconcellos; Vasques; Vaz; Veiga; Veyga; Velasco; Vélez; Vellez; Velho; Veloso; Vergueiro; Viana; Vicente; Viegas; Vieyra; Viera; Vigo; Vilhalva; Vilhegas; Vilhena; Villa; Villalao; Villa-Lobos; Villanova; Villar; Villa Real; Villella; Vilela; Vizeu; X Xavier; Ximinez; ZZuriaga.
Desse modo, vemos claramente que os Judeus fazem parte de uma enorme frente de formação da Península Ibérica, Norte da África e América. O que nos coloca em contato direto com um contexto cripto-judaico.

2.5 – Como confirmar a descendência judaica?

Evidentemente que, nem sempre aqui no Brasil, ter o sobrenome judaico lhe dá a condição de Judeu descendente. Pois, havemos de concordar, que o país passou por inúmeros casos concernentes a erros de sobrenomes, no que diz respeito a grandes falhas nos cartórios responsáveis pelo registro de nomes e sobrenomes.
Assim, a melhor opção para quem se identifica com um sobrenome Judeu, é observar os seguintes fatores:
  • Os casamentos entre familiares (pois era uma forma de manter os bens entre as famílias judias e os pontos de vista em comum);
  • Tradições de cunho ligado à cultura hebraica em relação ao Cristianismo (considerando que o Cristianismo para esses era seguido por aparências, pois ambos foram convertidos forçadamente à religião Cristã Católica);
  • E por último, o levantamento histórico-genealógico (para confirmar se houve ou não alterações nos sobrenomes ao longo das gerações).
3 – CONCLUSÃO

Portanto, fica evidente a existência de uma grandiosa cripto-Comunidade Judaica na Península Ibérica (Portugal e Espanha), assim como nos países do continente americano (a exemplo do Brasil) e africano. E com isso, percebemos o quanto à segregação e o etnocentrismo promovem a destruição de princípios, gerando um “câncer” na liberdade individual e conjunta, como também, na tradição religiosa. O que aglutina ainda mais a odiosidade entre as Religiões e os Povos, que se distanciam ainda mais de possíveis e saudáveis diálogos baseados no bom senso.


REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS DESCENDENTES DE JUDEUS DA INQUISIÇÃO. Cronologia histórica da etnia judaica Ibero-Brasileira. Disponível em: <http://ensinandodesiao.org.br/anussim/index.php?option=com_content&task=view&id=39&Itemid=29>. Acesso realizado em: 19 abr. 2009.

CRUZ, Carla & RIBEIRO, Uirá. Metodologia cientifica: teoria e prática. 2ª ed. Rio de Janeiro: Axcel Books do Brasil, 2004.

LAMECH144. Judeus Anussins: nossa origem comum [mensagem geral: triangulodourado – yahoogrupos]. Mensagem recebida por em 23 dez. 2007.

WIKIPÉDIA. Sefardita. Disponpivel em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Sefardita>. Acesso realizado em: 18 abr. 2009.