Blog do José Ribeiro Júnior

Judaísmo, mais que uma religião, um estilo de vida

Pratique a Torah, pois, Judaísmo é prática.

Bnei Anussim

Nordeste, reduto dos cripto-judeus.

Judaísmo Sefaradi

Brasil e os Bnei Anussim.

Judaísmo e os seus aspectos

Aspectos judaicos presentes na cultura brasileira e nordestina.

Identidade Judaica

Os desafios de se viver uma identidade plena.

27 setembro 2009

O Código da Bíblia: fato ou Ficção?

1 – INTRODUÇÃO

A possibilidade de haver possivelmente algo importante contido no contexto Bíblico, considerando que nada podia ser alterado, fez com que alguns Judeus estudiosos pesquisassem possíveis mensagens criptografadas nos conjuntos de caracteres hebraicos. Um dos principais a estudiosos a buscar por tais mensagens, foi o cientista Judeu Isaac Newton, que buscava nas horas vagas informações sobre acontecimentos futuros baseados nos estudos Bíblicos da Torah; porém, sem êxito pela ausência da necessária tecnologia dos dias atuais. Tempos depois, após a tentativa de muitos, finalmente o cientista Judeu Dr. Eliyahu Rips, consegue evidenciar a existência de tal Código com a análise de sequências horizontais, verticais e transversais; pesquisadas e encontradas por um avançado programa de computador.

2 – CONTEXTO HISTÓRICO

Em busca de informações a frente de seu tempo, o homem tem ao longo das gerações, procurado inúmeras formas e recursos que atendessem suas ansiedades e curiosidades quanto a situações que envolvam pessoas, épocas e situações sociais. E de preferência, pressupostos de notações místicas, como profecias e outros elementos que compõe a mesma.

Desse modo, temos o exemplo de Isaac Newton (1643–1727) que foi o formulador dos princípios da Física Moderna (isto no setor gravitacional), na qual contribuiu com o estudo das três leis da gravidade. Sendo que, Newton em suas horas vagas e durante toda a metade de sua vida, buscou por informações que pudessem lhe satisfazer suas curiosidades, e lhe coloca-se à frente de sua época quanto à análise teológica referente aos tempos. Assim, pesquisava passagens Bíblicas (as profecias) que pudessem fazer com que o mesmo descobrisse sobre acontecimentos futuros como “o fim dos tempos”, estudando com dedicação os Livros de Daniel e Apocalipse. De fato, este cientista Britânico e de família judia, tentou por inúmeras vezes (sem êxito) encontrar algum possível sistema de codificação, que pudesse descrever eventos futuros ou explicar fatores relacionados ao passado, presente e futuro de sua época. Mas, sem o auxílio de uma tecnologia apropriada, tornou-se impossível para o mesmo obter tais informações. O que não impediu que tal cientista, por meio de interpretações lógicas e místicas, encontrasse razoáveis explicações para os acontecimentos concernentes às profecias do Livro de Daniel e Apocalipse. Sendo um dos poucos cientistas de renome, a conciliar Religião e Ciência.
Séculos depois, em meio a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), surge na antiga Tchecoslováquia um outro Judeu, o Rabino H.M. Weissmandel, que fascinado com a hipótese de que provavelmente havia informações (mensagens) secretas criptografadas na Torah, decidiu investigar. O Rabino iniciou com o Livro de Gêneses, e em uma determinada contagem de algarismos, descobriu que, ao contar as letras deste Livro (a partir da primeira) na sequência de 50 em 50, o mesmo encontraria a palavra “TORAH”. Sendo que Weissmandel teve a mesma descoberta observando os outros Livros do Pentateuco. Tal fator fez com que o Rabino publicasse a então descoberta por meio de um livro. Porém, as limitações tecnológicas impediram o mesmo de executar descobertas maiores; mas, tal evidencia em relação a esta única palavra foi suficiente para evidenciar a existência do tão procurado código.
Cerca de cinquenta anos depois disto, um cientista Judeu, o Dr. Eliyahu Rips, um dos maiores matemáticos já existentes, conseguiu desenvolver um programa computacional de alta contagem sequencial. Rips ainda quando jovem, lutou contra as Tropas Soviéticas que invadiram a sua cidade de origem. Tal rebeldia lhe custou anos de sua liberdade; e confinado na prisão, partiu a estudar severamente os Textos Sagrados da Torah. E este contato com as Escrituras Bíblicas, permitiu que o mesmo suspeitasse de um suposto código, uma vez que outros cientistas e Judeus já haviam levantado essa hipótese. Ao sair da prisão, Rips buscou se aprofundar cada vez mais sobre tal pressuposto.

E, indo morar em Jerusalém, onde hoje é Catedrático de uma Universidade, foi informado por meio de um Rabino sobre a publicação do livro de Weissmandel, que evidenciava um código na Bíblia, através da descoberta da palavra TORAH que surgia ao saltar os caracteres em hebraico de 50 em 50. Rips repleto de curiosidade partiu em busca do único exemplar deste livro, que se encontrava na Biblioteca Nacional de Israel. E averiguando o tal exemplar, pode notar que o mesmo apontava uma verídica descoberta; sendo que o Dr. Rips pôde comprovar tal evidencia da palavra TORAH em sua própria Bíblia. A partir daí, em 1985, Eliyahu Rips usou todos os seus conhecimentos matemáticos com o auxílio de uma equipe de pesquisadores, para desenvolver um programa de computador, que sequencialmente, pudesse localizar mensagens criptadas em meio aos caracteres da Torah. Rips confirma tal procedimento ao comentar que:
Quando recorri ao computador achei a brecha. Encontrei palavras codificadas, numa quantidade muito maior do que o permitido pelo acaso randômico da estatística, e então soube que estava chegando a algo de real importância (O Código da Bíblia, p. 21 apud MISTÉRIOS ANTIGOS).
Assim, Rips e o seu grupo de pesquisadores formado por outros dois Judeus, Doron Witztum e Yoav Rosemberg, lançaram a tese do Equidistant Letter Sequences In The Book Of Genesis (Seqüências Alfabéticas Equidistantes no Livro de Gênesis), e a definiram da seguinte forma:
A análise randômica indica que informações ocultas estão entremeadas no texto do Gênesis, sob a forma de seqüências alfabéticas eqüidistantes. O efeito é significativo em 99,998%. Observou-se, que quando o Livro do Gênesis é escrito como séries bidimensionais, seqüências alfabéticas eqüidistantes formando palavras com sentidos correlatos aparecem freqüentemente em estreita proximidade. Foram desenvolvidas ferramentas quantitativas para mensurar este fenômeno. A análise de randomização mostra que o efeito é significante ao nível de 0.00002% (O Código da Bíblia, p.22 e apêndice 1 apud MISTÉRIOS ANTIGOS).
Tais mensagens em forma de código não se resumiram apenas ao Livro de Gêneses ou ao Pentateuco (Torah), mas em todo o Tanakh (Antigo Testamento). E para confirmar a veracidade deste fato, fizeram os mesmos testes com vários livros, entre eles a versão hebraica de Guerra e Paz, de Tolstoi; e em todos estes testes o resultado foi negativo quanto a possíveis códigos. E para confirmar mais a veracidade de tal descoberta, ambos os pesquisadores buscaram aplicar o nome de importantes personagens da história do Judaísmo, na expectativa de haver confirmações quanto aos códigos. E desse modo, o nome de 32 personagens foram aplicados e pesquisados; e de forma surpreendente, todos os nomes destas pessoas não só foram encontrados, como também estavam acompanhados de suas respectivas datas de nascimento e morte. Sendo que probabilisticamente, a presença desta combinação na Torah, seria de 1 em meio a 10 milhões; confirmando a veracidade do código. E, além disso, o site Mistérios Antigos confirma que:
Tomaram então os 32 nomes e as 64 datas, e as misturaram em 10 milhões de combinações diferentes, de modo que 9.999.999 seriam incompatíveis e só um emparelhamento seria correto. Eles então rodaram esse programa no computador, para ver quais dos 10 milhões de exemplos alcançariam melhor resultado, e só os nomes e as datas corretas se uniram na Bíblia.
A notícia se espalhou na comunidade científica mundial, e um dos grandes decodificadores da Agência Nacional dos EUA, decidiu ver de perto com incredulidade a suposta descoberta dos israelenses. Mas, logo pôde observar a veracidade de tal descoberta. Com isso, Rips e sua equipe passaram a descobrir a presença de muitos fatos históricos até então já ocorridos (no passado). Mas, foi no início da década de 1990, que esta descoberta ganhou mais ênfase, com o desenrolar da Guerra do Golfo. Desse modo, Rips a partir do ataque de Saddam Hussein ao Kuwait, pesquisou a possibilidade de haver a presença do nome de Saddam codificado na Bíblia; e espantosamente no dia 28 de dezembro de 1990, o mesmo encontrou a seguinte definição: INIMIGO / ELE ESCOLHEU UM DIA / GUERRA / MÍSSIL / FOGO NO TERCEIRO DIA DE SHEVAT. Ou seja, o maior espanto se deu, pois, tal revelação ainda era futura em relação aquele exato momento (faltavam 21 dias), considerando que ela indicava o terceiro dia de Shevat (18 de janeiro). Como o ano não havia aparecido, Rips considerou que o ataque poderia ocorrer já no próximo dia 18 de janeiro do ano de 1991, considerando o desenrolar do conflito no Golfo; e assim restaria apenas 21 dias para o possível ataque de Saddam a Israel. E, alarmado e eufórico para a confirmação desta profecia codificada, o Dr. Rips aguardou de forma atenta. Ao chegar à data, Eliyahu Rips, a Comunidade Judaica e o Mundo; viram a confirmação da profecia codificada, quando Saddam disparou sete Mísseis Scuds contra a cidade de Tel-Aviv, destruindo cerca de 150 prédios e ferindo aproximadamente 50 pessoas.
Rips decidiu expandir suas descobertas ao mundo, e para essa divulgação, ele contou com a ajuda do repórter e jornalista norte-americano do Washington Post, Michael Drosnin; que a princípio não acreditava em tal fato. Mas, ao visitar Rips com o objetivo desmenti-lo, Drosnin que era um ateu, viu que se tratava realmente de uma descoberta verídica. Assim, crendo no fato, Drosnin recebeu de Rips todos os disquetes necessários para o mesmo fazer suas próprias pesquisas em seu computador. Feito isso, o jornalista retornou aos EUA onde passou a fazer importantes descobertas, o que o possibilitou de escrever dois Best Sellers: O Código da Bíblia (1997) e O Código da Bíblia II (2001).

Tais publicações levaram muitas a refletirem sobre o poder de Deus e a Sua suprema inteligência, pois de fato, a ação no desenvolvimento criptográfico destas mensagens, sem dúvida trata-se da manifestação de uma lógica Superior, considerando que tais informações foram criptadas a mais de 3200 anos, e a mente humana não seria capaz de codificar tais mensagens com exatidão em meio às 304.805 letras da Torah e de todo o restante do Tanakh, sem alterar o contexto Bíblico na sua forma geral.

2.1 – As descobertas realizadas por Rips e Drosnin
Seguem-se abaixo alguns dos principais exemplos das descobertas realizadas por estes dois pesquisadores do Código da Bíblia:

Mensagem criptada:
  • Presidente Roosevelt / Ordem de ataque no dia da grande derrota
Fato ocorrido:
  • Declaração de guerra de Franklin D. Roosevelt contra o Japão (1942).

Mensagem criptada:
  • Potencias do Eixo / Aliança diabólica / Eles perderam

Fato ocorrido:
  • O destino da Alemanha e do Japão durante a 2º guerra mundial (1945).

Mensagem criptada:
  • Vai morrer / Kennedy

Fato ocorrido:
  • John Kennedy, barbaramente assassinado no atentado em Dallas, Texas (1963).




Mensagem criptada:
  • Watergate / Quem é ele?/ Mas ele será destruído

Fato ocorrido:
  • Escândalo político envolvendo o Presidente Americano Richard Nixon (1970).

Mensagem criptada:
  • Um Príncipe será morto a tiros / Um Desfile / Assassinato / no 8º Dia Do Tishrei / Complô / Khaled

Fato ocorrido:
  • Revelação do assassinato do Presidente Mohamed Anuar el Sadat no Egito e o nome do seu assassino (1981).




Mensagem criptada:
  • Seu nome é Timothy / Mcveigh / 19º Dia / Pela manhã ele Preparou uma Emboscada / Ataque Súbito
Fato ocorrido:
  • Atentado terrorista no Oklahoma City (1995).




Mensagem criptada:
  • O Grande / Kobe / Japão / Fogo / Tremor de terra

Fato ocorrido:
  • Tremor de terra no Japão na cidade de Kobe (1995).




Mensagem criptada:
  • Yitzhak Rabin / Assassino que assassinará

Fato ocorrido:
  • O assassinato de Yitzhak Rabin (1995).




Mensagem criptada:
  • Máfia da Capa Preta / Massacre / Eric / Dylan / Abril / de sangue frio

Fato ocorrido:
  • Massacre no Instituto Columbine USA envolvendo dois jovens estudantes (1999).




Mensagem criptada:
  • Floyd / Furacão / Setembro / Estados Unidos / Evacuação

Fato ocorrido:
  • Passagem do Furacão Floyd nos USA (1999).




Mensagem criptada:
  • Clinton / Presidente / Clinton / Impeachment / Segredo / Amante da Estagiaria / Clinton / Pais contra o Impeachment

Fato ocorrido:
  • Escândalo amoroso envolvendo o Presidente Bill Clinton e uma estagiária (1999).

2.1.1 – Exemplos de Matrizes criptografadas na Bíblia
Eis alguns outros exemplos das descobertas de Eliyahu Rips e Michael Drosnin na Torah e no Tanakh

a) Holocausto Atômico sobre Hiroshima e Nagasáki:

Devastação, devastação de Hiroshima! (vermelho)
  • Outro exemplo:
Holocausto Atômico / Japão / ano hebraico 5705 (ou 1945).

b) Publicação da primeira publicação do livro O Código da Bíblia:
Mensagem codificada em hebraico no livro de Daniel. Sendo o ano judaico de 5757 (1997 no calendário gregoriano), ano em que foi lançado o livro "O Código da Bíblia" nas frases: Para vocês o codificado / para vocês os segredos ocultos / e Ele selou o livro até o fim dos tempos.

c) Atentado Terrorista de 11 de setembro de 2001:

Bin Laden / Milhares de povos / Gêmeo / Eleva-se / ataque terrorista.
  • Outro exemplo:
Ismael (patriarca dos árabes) / 11 de setembro, Ele a julgou / A edificação era / torre(s) / gêmea(s).

d) A prisão de Saddam Hussein:

Saddam Hussein (preto) / sustituído, culpado, capturarão (azul)

e) O desastre com o Ônibus Espacial Columbia:

Columbia, eles chorarão / Transporte (ônibus espacial) / Fogo destruirá (sendo que a palavra "destruirá" está na parte esquerda do desenho da matriz, local onde de fato o fogo iniciara) / Desastre / Na terra / Esson.

f) Assassinato de uma mulher israelense com seus filhos:
Grávida de 8 meses, Tali Hatuel (34 anos) e suas filhas Hila (11), Hadar (9), Roni (7) e Merav (2) foram assassinadas por terroristas palestinos árabes que atiraram contra o veículo em que viajavam, no dia 11/Iyar/5764 (2/5/2004) na Faixa de Gaza em Israel.

g) A Tsunami de 2004 na Ásia:
2004 / 26 de dezembro, corra, candeias do demônio, desgraça / águas alagarão escondendo o lugar / para as ilhas / do leste.

De fato, os exemplos acima citados, constituem que realmente tal código trata-se de um fato, e não de um mero pressuposto fictício. E isto é a prova de que existe um Ser maior que nos rege, pois somos cientes que, matematicamente, um indivíduo, seja ele dotado ou não de técnicas de codificação, não seria capaz de realizar tais prodígios. Confirmando então, aquilo que foi dito por um sábio Judeu, Genius de Vilna, que no final do século XVIII, disse que:
A regra é que tudo o que foi, tudo o que é e tudo o que será, até o fim dos tempos, está incluído na Torah da primeira à última palavra. E não só num sentido geral, mas nos detalhes de cada espécie e de cada um individualmente, com detalhe dos detalhes de tudo o que lhe aconteceu desde o dia de seu nascimento até sua morte (O Código da Bíblia, p. 18 apud TEMPO DO FIM).
Assim, conforme já dizia a filósofo alemão, Arthur Schopenhauer (1788-1860), toda a verdade atravessa três fases: primeira, é ridicularizada; segunda, é violentamente contrariada; terceira, é aceita como a própria prova. Além disso, o próprio Yeshua ao evidenciar a importância da Lei e da confiabilidade Bíblica, destacou que até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido (Mateus 5. 18). O que automaticamente confirma o porquê de toda a cautela dos antigos Mestres para que não fosse alterado absolutamente nada do contexto Bíblico inspirado por YHWH. E desse modo, mesmo que surjam céticos quanto a esta descoberta do Código Bíblico, jamais tais incrédulos conseguirão desmentir tais codificações (mensagens), assim como não conseguirão encontrar respostas que contradigam tais criptografias. Pois a explicação para as aplicações de tais métodos usados para esta ação, encontram-se além de nossas singelas e limitadas convicções ou compreensões.

3 – CONCLUSÃO

Portanto, sabemos que O único capaz de minuciosamente executar tais ações, é D'us, pois, o Criador é dotado de toda a supremacia cognitiva existente no Universo; se posicionando a nossa frente de forma incomparável. E neste pressuposto, passemos então a olhar com mais atenção sobre os atos de Deus para conosco; considerando que de fato, YHWH existe; e indiscutivelmente detém o controle de toda a cronologia que rege o nosso tempo, uma vez que o passado, presente e futuro, se encontram detalhadamente escrito em Suas mãos.




REFERÊNCIAS

CRUZ, Carla & RIBEIRO, Uirá. Metodologia cientifica: teoria e prática. 2ª ed. Rio de Janeiro: Axcel Books do Brasil, 2004.

BÍBLIA sagrada. N. T. Mateus. 2.ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993. cap. 5, p. 5.

DINIZ, Fernando. Caçada aos Scuds. 2002. Site acessado em: 08/02/2009.

LOPES, Reinaldo José. Isaac Newton buscou por 'código da Bíblia' sobre o fim do mundo. Centro de Ufologia Brasileiro – CUB. 2008. Site acessado em: 05/02/2009.

MISTÉRIOS ANTIGOS. O código da Bíblia. Site acessado em: 02/02/2009.

NOS DOMÍNIOS DO REALISMO FANTÁSITCO. O fantástico Código da Bíblia! Site acessado em: 05/02/2009.

TEMPO DO FIM. Desvendando os mistérios dos nossos dias! Site acessado em: 05/02/2009.

2012 FIM DOS TEMPOS. Código secreto da Bíblia. Site acessado em: 05/02/2009.

24 setembro 2009

Judaísmo Messiânico




Trata-se de uma ramificação do Judaísmo que segue as tradições religiosas hebraicas e a identidade arraigada na Torah, porém também acredita em Yeshua (Jesus) como o Messias esperado pela tradição profética judaica.


O Judaísmo tradicional ensina que a Tanach e o Talmud são a Palavra Eterna de D'us, que ao "Novo Testamento" (como é comumente chamado) falta esta autoridade, e que Yeshua não é o Messias. Já o Judaísmo Messiânico, em contraste, ensina que a Tanach e a Brit Hadashah (as Escrituras do Novo Testamento) são juntas a Palavra Eterna de D'us e que Yeshua é o Messias.

Mas temos que ter em mente que Yeshua era israelita e sua vida era norteada pela religiosidade e tradições hebraicas, e como tal, também cumpria o que as escrituras lhe prescrevia. Ou seja, ele observava as mesmas leis que eram aplicadas aos demais filhos de Israel: foi circuncidado, observava o shabat, participava das festividades, freqüentava o templo.

Não há contra-senso. Trata-se do mesmo Yeshua HaMashiach, que veio a terra como Ben Yossef (filho de José) e que voltará como Ben David, e reconstruirá a nação de Israel e restaurará o reino de David, trazendo desta forma a paz para todas as nações.

Já nos primeiros séculos, muitos judeus já aceitavam a crença em Yeshua como Mashiach e que este era o filho do Eterno. Acreditavam também, que os gentios que se convertessem deveriam aceitar as tradições religiosas judaicas, diferentemente de outros grupos que tinham uma visão de que Yeshua viera abolir a Torah. Este último posicionamento acabou tornando-se o oficial da cristandade.

Desta forma, tanto judeus como gentios convertidos seguiam os mandamentos da Torah. Muitos são céticos ao acreditar se este Judaísmo Messiânico era uma variação dos ensinos de Jesus ou se era a doutrina original de Yeshua. No entanto, se considerarmos o sucesso inicial do movimento de Yeshua dentro do Judaísmo, podemos crer que o ensino original não tenha sido muito diferente disto.

Desde o segundo século, a igreja ensina que o Cristianismo é uma religião separada e distinta do Judaísmo. Esta perspectiva promoveu a doutrina anti-bíblica segundo a qual as Escrituras Hebraicas foram substituídas historicamente pelo "Novo Testamento", que a igreja substituiu Israel como as pessoas do pacto de D'us, e que aqueles primeiros discípulos de Yeshua foram convertidos da religião judaica para uma nova religião chamada Cristianismo. Mas essa orientação não é compartilhada pelo Judaísmo Messiânico.

O Judaísmo Messiânico, em contrapartida, acredita que Yeshua não veio estabelecer uma nova religião, mas de fato cumprir uma antiga já existente (Mattityahu/Mateus 5:17): "Não pensem que vim abolir a Torá ou os Profetas. Não vim abolir, mas cumprir" e enfatiza o amor de D'us e a fidelidade para com os hebreus: "Digo, pois: porventura, rejeitou o Eterno o seu povo? De maneira nenhuma; porque também eu sou israelita, da descendência de Avraham (Abraão), da tribo de Binyamin (Benjamim)" (Romim/Romanos 11:1-2).

Finalmente, o Judaísmo Messiânico combate a idéia de que aquelas pessoas judias que seguem Yeshua se tornam convertidos a outra religião, mas de fato permanecem judeus (Kolassim/Colossenses 4:11): "E Yeshua, chamado Justo, os quais são da circuncisão".

O Judaísmo Messiânico não é um movimento completamente novo, mas antes a ressurreição de um movimento muito antigo. A identidade descrita sob o termo "Judaísmo Messiânico" era a identidade da comunidade de seguidores israelitas de Yeshua no primeiro e segundo séculos.

O moderno Judaísmo Messiânico tomou forma no século XIX e em 1886 foi fundada em Kishinev, atual República da Moldávia, a primeira Congregação Judaico-Messiânica Moderna, por Joseph Rabinowitz.

O Judaísmo Messiânico é a mais recente fase no desenvolvimento histórico do autêntico Judaísmo Bíblico. É a religião de Avraham, Moshê, David, e dos profetas, cumprida pela vinda de Yeshua HaMashiach.


Messianismo


Messias (hebraico משיח - Mashíach ou Hammasiah, "O consagrado"). Como já mencionado, refere-se, principalmente, à profecia da vinda de um humano descendente do Rei David, que iria reconstruir a nação de Israel e restaurar o reino de David, trazendo desta forma a paz ao mundo.

O Messias já era uma profecia predita desde os tempos dos Patriarcas, sendo Yeshua o Mashiach de Israel.

Os primeiros seguidores eram judeus que não abandonaram as suas tradições, ou seja, o seu Judaísmo, mas o praticavam plenamente e apenas acrescentaram a crença em Yeshua como Messias. Com a expansão dos ensinos de Yeshua diversos não-judeus também passaram a acreditar neste como o Mashiach.

Após a destruição de Jerusalém alguns seguidores de Yeshua romperam suas ligações com o Judaísmo e passaram a desenvolver diversos ensinamentos que acabaram originando as muitas seitas e ramificações da cristandade, com seus ritos e doutrinas pagãs e contrárias aos princípios da Torá.



Fonte: http://www.judaismomessianico.net/judaismomessianico.htm

20 setembro 2009

Let God Arise

How Great Thou Art

Oh Lord my God when I in awesome wonder
Consider all the worlds thy hands have made
I see the stars, I hear the rolling thunder
Thy power throughout the universe displayed
When Christ shall come
We shout a aclamation
To take me home what joy shall fill my heart
Then I shall bow in humble adoration
And there proclaim my God how great thou art
Then sings my soul my savior God to thee
How great thou art
How great thou art
Then sings my soul my savior God to thee
How great thou art how great thou art



Elvis Presley - How Great Thou Art
Found at How Great Thou Art on KOhit.net

18 setembro 2009

O lamento de Israel

04 setembro 2009


Jesus O Cristo: Aceitar Ou Reconhecer?

Por: José Ribeiro da Silva Júnior

1 – INTRODUÇÃO

É-nos evidente de fato, que tem sido bastante comum nos mais tradicionais meios Cristãos, a celebre pergunta: alguém deseja “aceitar” a Cristo como o Seu Salvador? Mas, o que muitos desconhecem é o fato de que ao fazerem tal apelo, se apropriam de um termo bastante contraditório quanto à realidade Bíblica e etimológica, enquanto o correto seria nos apropriarmos do verbo “reconhecer” ao invés do utilizado termo “aceitar”.

Desse modo, vejamos a comparação destes semelhantes termos segundo Antônio Houaiss, que afirma que aceitar é “tomar para si” (2004, p. 8-9); enquanto reconhecer é ”admitir como bom, legal ou verdadeiro” (p. 268). Nesse pressuposto, sabemos que o termo aceitar não exprime a real posição soberana de YHWH para conosco, pois, só podemos tomar para si àquilo que também podemos viver sem ou não precisar. Enquanto o termo reconhecer parte da noção de dar crédito ou valorizar àquilo que o outro é ou não, segundo nossas visões.

2 – ANÁLISE HERMENÊUTICA

Para entendermos de vez tal fator, é necessário lembrarmos ou sabermos de que não vivemos sem a eficiência da ação Divina. Com isso, mesmo antes de servirmos a Yeshua (conhecido como Jesus), já estávamos com O mesmo. Pois é notável que também, o ímpio possua bênçãos na mesma proporção de possibilidades do justo, é como a chuva que ao cair não escolhe telhados de indivíduos bons ou maus. Considerando também, que tanto ímpios quanto justos, são abençoados diariamente, simplesmente no fato de amanhecerem vivos e com o vigor para prosseguirem sejam quais forem suas jornadas. Uma prova exata da presença de YHWH na vida de ambos.

Nesta mesma linha de pensamento, podemos citar a história Bíblica de Avraham (Abraão), que foi chamado por YHWH para se tornar uma Nação Eleita (Gn 12.1-2) quando o mesmo ainda era Avram (Abrão); ou seja, antes mesmo de ser um exemplo de Fé. Assim como o exemplo de Cornélio, o Centurião Romano, que era temente a Deus, recebendo até mesmo, a visita do Anjo do Senhor antes mesmo de ouvir o discurso de Pedro, que fez com que o mesmo, além de outros, reconhecessem O Cristo Yeshua como o Salvador.

Nesse pressuposto, temos um Deus presente seja qual forem as nossas atitudes ou circunstâncias. Sendo que, o que leva ao homem a reconhecer o Mashiach Yeshua, é a ação do Santo Espírito, dando a razão exata ao ser, sob a forma da necessidade existencial que aflige ao homem (o vazio da alma). E assim, uma vez reconhecendo o Messias como Salvador, o ser humano tem acesso ao Pai (Jo 14.6), não só se tornando um servo, mas também, um amigo do Eterno.

Nesse caso, é justamente por isso, que todos os seres humanos são vistos por Deus como iguais. Considerando que “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Rm 3.23), sendo que somente Yeshua pode nos Justificar pela Fé, que por sua vez é confirmada por nossas obras (Tg 2.17). Entretanto, nos diferenciamos entre indivíduos salvos e desprovidos de salvação por nossas ações e decisões; mas, isso não nos faz melhores em relação a tais indivíduos tidos como inadimplentes, por estarem fora de um pressuposto religioso sustentável e autêntico.

3 – CONCLUSÃO

Portanto, cabe-nos sempre estar cautelosos quanto aos termos que utilizamos, a fim de que não cresçamos sempre na ignorância, ou promova no meio dos não inseridos no contexto religioso, situações que ponha a autenticidade da Mensagem do Mashiach em dúvidas. E desse modo, nos é prudente estar em conformidade com a essência dos pressupostos Bíblicos, agindo coerentemente com os mesmos, e convictos de que Yeshua é quem nos Justifica pela Fé, desde que primeiro venhamos a reconhecê-Lo como Messias; aceitando a nossa condição de pecadores necessitados de Salvação. Partindo daí, para a fase que nos leva ao enquadramento Bíblico-procedimental (no intuito de nos tornarmos varões perfeitos); que por sua vez nos implicará no fortalecimento de nossa Fé; o que consequentemente, nos possibilitará a certeza de Salvação dentro do aspecto da Esperança em Yeshua HaMashiach.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BÍBLIA sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida: revista e atualizada no Brasil. 2. ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993. 889 p.

HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles; FRANCO, Francisco Manoel de Mello. Míni Houaiss: dicionário da língua portuguesa. 2 ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 2004. p. 08-09 e 628.

Perfil o autor:

Escritor e Acadêmico do Curso de Pedagogia da Faculdade de Imperatriz (FACIMP). Cristão Protestante (Judeu Messiânico) da Assembléia de Deus de Imperatriz (IEADI); tenho por ocupação o posto de Professor do Ensino Secular e Religioso (Escola Bíblica Dominical); tendo também por funções independentes, estudos com temas relacionados a: História, Geografia, Biologia e Teologia (Escatologia).

Fonte Artigos - Artigonal.com - http://www.artigonal.com/religiao-artigos/jesus-o-cristo-aceitar-ou-reconhecer-1153266.html